Museu Marco

Vigo: Museu Marco

A identidade de MARCO baseia-se em sua dinamismo e em seu espírito participativo, cartão de apresentação do museu para os cidadãos e referente do mesmo ante outros centros de arte contemporâneo de Espanha e, em particular, do meio geográfico galego.

As exposições temporárias, dedicadas à produção artística recente nos mais variados âmbitos criativos (artes plásticas, arquitectura, vídeo, arte na rede, desenho, cinema, música, moda, etc.), são a actividade principal em torno da que se articula o resto da programação do centro. O museu tem três linhas de programação expositiva: uma baseada em mostras pluridisciplinares sobre arte e cultura actual, de âmbito nacional e internacional; outra que fomenta a investigação, as revisões históricas e a recuperação de autores e/ou movimentos artísticos galegos cuja produção tenha estado vinculada a linguagens vanguardistas e, por último, a sala de exposições do Edifico Anexo, dedicada a produções de artistas emergentes.

Por outro lado, no Salão de Actos do MARCO, programam-se regularmente seminários e conferências, bem como ciclos audiovisuais de interesse.

Com o fim de difundir as actividades que se realizam no museu, se está a desenvolver uma linha editorial própria com catálogos, folletos divulgativos das exposições e boletins didácticos.

MARCO nasce com o objectivo fundacional de converter em uma senha de identidade para os vigueses e em uma plataforma para a projecção da cidade e da Galiza no exterior.

SALAS DO MUSEU
SALAS DO MUSEU

A proposta dos arquitectos tem respeitado em todo momento a tipología original do antigo edifício, que se correspondia com o conceito de panóptico desenvolvido pelo filósofo britânico Jeremy Bentham (1748-1832). Por isso, se manteve seu esquema radial, restituindo o panóptico central em seu traçado cilíndrico e deslocando a entrada às salas de exposições desde a fachada do edifício a seu centro. Desde este se percebe a estrutura do inmueble, constituído por três galerías e quatro pátios que partem do núcleo central, todos eles rodeados por salas perimetrales.

EXPOSIÇÃO CARDINALES
EXPOSIÇÃO CARDINALES

A primeira secção ou tema está dedicada aos fenómenos de controle, vigilância e ordem na sociedade. Fazendo-se eco da formulación original de Jeremy Bentham (1768-1832]. A prisão panóptica é um instrumento para reinsertar na sociedade àqueles indivíduos cuja conduta lhes faz excluibles.

Entroncadas com a estrutura do panóptico e seu particular resumem do tempo, uma série de obras ejemplificarán a importância que o dispositivo visual, a máquina de ver e os aparelhos escenográficos têm adquirido na criação contemporânea.

Oposto à primeira, uma nova secção abordará o tema da escapada, a fugida para um novo horizonte, o desejo de liberdade e a viagem a outra parte.

EXPOSIÇÃO ATLÁNTICA
EXPOSIÇÃO ATLÁNTICA

No ano 1980 teve lugar um evento que se enmarcó neste contexto: o nascimento de ATLÁNTICA, um colectivo de artistas e intelectuais unidos por uma vontade comum de renovação, que trabalhavam com um enfoque criativo radicalmente inovador e integrador com o resto do mundo, cujas obras conseguiram trascender a escala espanholas internacional.

As cinco exposições de ATLÁNTICA não foram um facto isolado no ambiente transformador que se respirava em Vigo naqueles anos. Por isso, esta mostra se propôs desde um princípio como um projecto multidiciplinar, que abarca o período de 1978 a 1986, e inclui outros âmbitos (música, poesia, edição gráfica. videocreación, performance, teatro, etc.), repartidos em três áreas: uma exposição de artes plásticas na planta primeira do museu, uma mostra de documentação instalada no Espaço Anexo, e um catálogo exhaustivo de quase 650 páginas.